sexta-feira, novembro 19, 2010

Centrais querem mínimo de R$ 580

As centrais sindicais vão brigar pelo salário mínimo de R$ 580 — Produto Interno Bruto (PIB) de 2010 mais inflação dos últimos 12 meses. E deverão enfrentar a resistência do governo federal que, na primeira rodada oficial de negociações para os reajustes do ano que vem, adiantou ontem que sua proposta é de R$ 540, como está no Orçamento de 2011.

Entre os argumentos para o índice de 13,75% para 46 milhões de trabalhadores da iniciativa privada e segurados do INSS, os sindicalistas vão apontar os percentuais acima da inflação previstos para outras categorias. “Vamos fazer só o que cabe no Orçamento. Lula não vai deixar nenhuma encrenca para o próximo governo. Se abrirmos negociação todos os anos, não teremos critério”, disse o ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas. Paulo Bernardo, do Planejamento, também insistiu em R$ 540. Para ele, abrir exceção em 2011 seria “ruído momentâneo”.

Na pauta, o fim do IR para aposentados

Na reunião de ontem estavam, além dos ministros, seis centrais sindicais: CUT, Força Sindical, CGTB, UGT, Nova Central e CTB. Presidente do Sindicato dos Aposentados da Força, João Inocentini disse que a reunião foi só o início. “Não aceitamos R$ 540. Também queremos discutir o IR. Se o benefício sobe, ele leva tudo. Vamos pedir fim do IR para aposentado”, revelou.

Na semana que vem, tem nova rodada. Sindicalistas fecharam a pauta. “Vamos discutir política permanente para o salário mínimo até 2023, reajuste de aposentados acima do piso e atualização da tabela do IR. Nessa ordem”, disse o presidente da CUT, Artur Henrique.
Fonte: O Dia Online

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